| UM POUCO
DE HISTÓRIA... |
Terreno
no estado original, visto da Av. Monsenhor Ascânio
para
o mar. Ano:1966
|
ANO ZERO Lucio Lenz, caçador submarino que fizera seu aprendizado nas lajes da Barra, voltava de uma pescaria quando descobriu o terreno. Há muito rendido aos encantos da região, :comprou o terreno, então um areal semi-deserto. Não foi uma ação impensada: como volta e meia era era solicitado por amigos a preparar os peixes abatidos, o embrião da idéia do restaurante estava sempre presente.... |
| Curiosamente, a "concepção" da Casa, aconteceu
em Munique, na Alemanha. Mais precisamente no luxuoso restaurante Feinkost
Keffer, de "decor" ambientado no período romântico da arquitetura
alemã. Arcos, grossas colunas, uso generoso de madeiras e peças
de estanho. Se aquele estilo fazia sucesso lá, pensamos, o Colonial Brasileiro, trazendo de volta a lembrança da elegância e opulência do Império, seria apenas sensacional aqui! |
Barraca e ao fundo a torre
de sondagem. Notar a ausência de edifícios
|
Fundações.
A areia fina portava-se como água e prontamente enchia as escavações,
exigindo dispendioso escoramento
|
Sonhar é fácil, já fazer... Passamos quase um ano em vão procurando um profissional versado nesse estilo. Finalmente "o dragão da sorte" nos aproximou do arquiteto Ângelo Murgel, diretor da Faculdade de Arquitetura do Fundão e autor de projetos da envergadura do Hotel das Cataratas, Club Caiçaras, sede do Iate Club Rio de Janeiro e tantos outros Para nossa surpresa e alegria, não só aceitou a empreitada como não poupou esforços para recriar o clima de uma época:: belíssimos arcos internos, encantadores beirais e "pestanas", tijolões no piso, vigas maciças nos tetos, que teem seu ponto alto num lustre central, réplica de modelo holandês, em estanho (pewter). |
| Como já foi dito antes, para tudo que se faz na vida dez por cento é inspiração e noventa por cento "transpiração"... Para o Vice-Rey não foi diferente. Pesquisando o mobiliário, percorremos museus em Minas Gerais e Bahia. As peças foram executados na oficina de um artesão em João del Rey, Minas, usando-se jacarandá rosa, madeira hoje extinta. A água da Cedae só foi ligada um mês antes da inauguração. Durante os 4 anos de obra ela foi trazida por carros-pipa, a peso de ouro. As amendoeiras foram plantadas durante a obra para se ganhar tempo. Ao todo foram quatro anos e meio de trabalho para terminar o Vice-Rey. |
Fachada principal, ainda
no tijolo.
|
Fase final do acabamento com o pintor se preparando
para começar a trabalhar. Notar as portas maciças em vinhático
|
Desde o início a Casa tornou-se um ícone
para os namorados. Milhares de casais a escolheram para o primeiro encontra,
voltaram muitas vezes já namorando firme, mais tarde trouxeram
os filhos e a dar ouvido a boatos, alguns netos estão a caminho... A valorização da nossa história atravéz de arquitetura genuinamente brasileira fez com que a Casa seja intensamente usada como cenário de dezenas de novelas e muitos filmes |
|
Vista aérea do Vice-Rey em 1984
Amendoeiras já bastante crescidas. Av. Monsenhor Ascânio, Praça do "Ó", Coutinho Fróes e Rua Oman, ainda sem calçamento. A maior parte dos edifícios hoje existentes ainda não construídos. No fundo, a quadra de tênis, sem o muro atual. |
| Voltar ao menu principal |